quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O Mercado Brasileiro de Carnes

O blog volta a publicar importantes informações do agronegócio brasileiro. Desta vez trata-se do artigo de autoria do Analista de Planejamento da Conab Wander Fernandes de Sousa, da Gerência de Oleaginosas e Produtos Pecuários – GEOLE, que foi publicado na Revista Indicadores Agropecuário – edição de julho de 2015. Segue o texto.
 
Embora a Conab não opere com o mercado de carnes (bovina, suína e de frango), ela acompanha este mercado, sob a ótica da oferta e da demanda, em razão da demanda pelo principal insumo para este produto: a ração à base de milho e farelo de soja.
 
O milho participa com cerca de 70% na composição da ração e o farelo de soja com aproximadamente 20%. Como cerca de 70% da produção de milho tem como destinação a alimentação animal, faz-se necessário o acompanhamento desse mercado, haja vista que o milho e a soja são produtos muito importantes na pauta da Política de Garantia de Preços Mínimos – PGPM. Daí a necessidade desse acompanhamento, uma vez que qualquer contratempo no abastecimento desses produtos, tem como consequência imediata o clamor dos produtores junto ao Governo para regularização da oferta.
 
Os produtores de carne de frango e carne suína são os maiores consumidores de milho e farelo de soja, com uma participação mais modesta para a carne bovina. Carnes são produtos muito importantes na Balança Comercial Brasileira. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e bovina e o quarto maior exportador de carne suína.

Por outro lado, o Brasil é também um importante mercado consumidor de carnes: é o segundo maior consumidor mundial de carne bovina, o quarto de carne de frango e o quinto de carne suína.

Em 2014 a receita obtida com a exportação destas carnes atingiram cerca de US$ 16,6 bilhões de dólares, sendo US$ 7,1 bilhões oriundos da carne bovina, US$ 7,9 bilhões da carne de frango e US$ 1,6 bilhões da carne suína.
 
Carnes são o quinto item mais importante nas exportações brasileiras, perdendo em receita somente para o complexo soja, minérios, petróleo e combustíveis, e material de transportes, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC.

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