terça-feira, 30 de junho de 2015

Raiz de mandioca: "uma das maiores conquistas do Brasil"!


 
 

Em meio “à maior crise do setor nos últimos 15 anos”, produtores de mandioca torcem para que o elogio que a presidenta Dilma Rousseff fez à raiz, classificando-a como “uma das maiores conquistas do Brasil”, indique que o governo pretende ajudá-los a superar as dificuldades.
“Os produtores ficaram sensibilizados [com a possibilidade] de a fala da presidenta motivar os ministérios da Agricultura e da Fazenda a liberar recursos que nos ajudem a superar esta forte crise”, disse à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca, João Eduardo Pasquini. Ele fez referência à fala da presidenta no lançamento dos Primeiros Jogos Mundiais Indígenas, que ocorrerão em outubro, em Palmas, no Tocantins.
Segundo o boletim de análise econômica setorial divulgado mensalmente pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, o preço médio mensal pago ao produtor pela tonelada de mandioca caiu de R$ 562,96 em dezembro de 2013 para R$ 175,15 em abril deste ano. Pasquini disse que o valor não parou de cair nos últimos dois meses e que há produtores vendendo a tonelada do produto por R$ 140.

“Os preços estão muito abaixo do custo de produção, que gira em torno de R$ 220 a tonelada. É um prejuízo enorme para os produtores”, acrescentou Pasquini. De acordo com o representante dos produtores de mandioca, há alguns meses o setor vem pleiteando a ajuda do governo. A principal reivindicação é que o governo federal compre o produto industrializado, ou seja, a farinha de mandioca, por um valor mínimo, a fim de forçar a alta do preço. “Não seriam necessários muitos recursos. Calculamos que entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões poderiam amenizar os problemas que o setor vem enfrentando”, disse Pasquini.

A associação de produtores estima que 1 milhão de pessoas trabalhem na cadeia produtiva da mandioca. Com 26 milhões de toneladas de raiz de mandioca produzidas anualmente, o Brasil é o maior produtor mundial e os estados do Pará e do Paraná, os maiores produtores nacionais. Pasquini enfatizou que o plantio é importante fonte de renda de agricultores familiares e um recurso alimentar de grande valia em regiões carentes.
Procurado, o Ministério da Agricultura disse que o governo estuda a reivindicação dos produtores e está prestes a publicar portaria estipulando preços mínimos para a raiz e seus subprodutos. Além disso, o Conselho Interministerial de Estoques de Alimentos deve anunciar em breve sua decisão quanto à possibilidade de o governo comprar mandioca diretamente dos produtores para formar estoques.
Agência Brasil.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Exportações do RN

As exportações feitas pelo Rio Grande do Norte durante o período de janeiro a maio/2015 foram 7,8% menores que as do mesmo período do ano anterior. Os produtos mais exportados foram: melão, tecidos de algodão, sal, peixes e castanha-de-caju.
Ao comparar os dois períodos verificamos que os produtos do agronegócio que tiveram exportações positivas e negativas foram:
Exportações do agronegócio do RN -  Jan/mai de 2014 e 2015
Positivas
Produto
Relação (%)
Melão
10,1
Mamão
22,2
Melancia
71,2
Outras Frutas congeladas
13,2
Fonte: Secex

 

Exportações do agronegócio do RN - Jan/mai de 2014 e 2015
Negativas
Produto
Relação (%)
Castanha-de-caju
-39,6
Banana
-88,6
Manga
-22,4
Outras Frutas casca rija
-47,7
Fonte: Secex

 

 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A Conab em Milão

"Conab apresenta experiência brasileira
em abastecimento na Expo Milão


As iniciativas brasileiras voltadas à segurança alimentar e ao abastecimento serão apresentadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Pavilhão Brasil na Exposição Universal de Milão, a Expo Milão 2015.  Com uma expectativa de produção de 204 milhões de toneladas de grãos para a safra 2014/2015, o Brasil tem papel fundamental  no combate à fome do mundo.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o que fez com que o Brasil reduzisse, desde 2002, em 82,1% o número de subalimentados – saindo do Mapa Mundial da Fome – foram as políticas públicas adotadas.

Neste cenário, os levantamentos de dados agrícolas produzidos pela Companhia estão entre as principais ferramentas para a formulação das políticas públicas para o setor agrícola. “É preciso fornecer informações seguras, que deem credibilidade à tomada de decisões, tanto pelo Estado como pelo setor privado”,  ressalta o presidente da Companhia, Rubens Rodrigues dos Santos.

Produtos da Sociobiodiversidade – Além das iniciativas voltadas à produção de grãos, a Conab levará à Expo Milão as ações de incentivo à produção e comercialização de produtos de agricultores familiares e de povos e comunidades tradicionais que respeitem a preservação ambiental.

Entre as ferramentas utilizadas estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por meio do qual o governo federal compra a produção da agricultura familiar, por preços de referência baseados nos mercados regionais, até o limite de R$ 8 mil ao ano por família. Os alimentos são doados a instituições como escolas, asilos e hospitais.

A Companhia também utiliza a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), que tem como foco o pagamento de subvenções aos povos e comunidades tradicionais quando os produtos estão abaixo do preço mínimo. Atualmente, o governo federal oferece subvenção a 15 produtos do extrativismo.

“Este apoio possibilita que os produtores permaneçam no campo em condição de dignidade, além de incentivar a produção de produtos de diversas naturezas, como alimentares, fitoterápicos e cosméticos, a partir da preservação ambiental”, destaca Santos.

As iniciativas do governo federal operacionalizadas pela Conab serão apresentadas em um ciclo de debates promovido pela A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) até 25 de junho, no Pavilhão do Brasil.  Consulte a programação completa do Brasil na Expo Milão em:
http://www.brasilexpo2015.com"

terça-feira, 23 de junho de 2015

Novas taxas de juros para agricultura familiar

As Resoluções do Banco Central estabelecem novas regras para efeito das taxas efetivas de juros e Proagro para as operações de crédito da agricultura familiar para a safra 2015/2016.

Resolução 4416, 22/06/2015
No que se refere à Agricultura Familiar (PGPAF) os encargos financeiros para as operações de crédito de custeio passam a vigorar a partir de 01/07/2015:
 
TAXA EFETIVA DE JUROS
LIMITE DA
OPERAÇÃO
ÍNDICE ANTERIOR
Safra 2014/2015
(%)
ÍNDICE ATUAL
Safra 2015/2016             (%)
Até R$ 10 mil
1,5
2,5
Acima de R$10 mil até R$30 mil
3,0
4,5
Acima de R$ 30 mil
3,5
5,5

 

 

 
 
Resolução 4418, 22/06/2015

PROAGRO (para PGPM e opcional para PGPAF):

4% para lavouras de sequeiro
2% para lavouras irrigadas
3% para lavouras localizadas no semiárido de atuação da Sudene.


PROAGRO MAIS (para PGPAF):

3% para lavouras de sequeiro
2% para lavouras irrigadas e para aquelas situadas no semiárido de atuação da Sudene.

 

 

Preços mínimos para produtos da biodiversidade

 
 A Conab passa a divulgar a partir do mês de julho os preços mínimos oficiais da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). O objetivo é esclarecer os modelos operacionais de acesso à política e orientar os produtores rurais e extrativistas sobre as operações de subvenção diretamente nas regiões contempladas, por meio de encontros de capacitação, distribuição de materiais impressos e exposição de vídeo institucional. A ação será possível graças aos recursos disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que destinou cerca de R$ 400 mil para a realização de um plano de ação, que engloba a produção de material promocional e visitas técnicas para levantamento de informações de mercado dos produtos extrativos.

A política atua em todo o território nacional e os principais estados que acessam a subvenção são  Maranhão, Amazonas, Acre, Bahia, Ceará, Piauí, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais e Tocantins. Entre os produtos incluídos estão açaí, piaçava, carnaúba, pequi, cacau e borracha extrativista.

No Rio Grande do Norte os extrativistas que produzem o pó cerífero da carnaúba e os produtores de mangaba e umbu também podem ter acesso ao programa.
 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Pecnordeste é destaque no Ceará


 
O Estado do Ceará vai receber R$ 70 milhões para combater a seca. Essa verba é proveniente do governo federal e faz parte de um total de R$ 150 milhões que serão destinados para socorrer a Região Nordeste.
O anúncio foi feito por ocasião da abertura do XIX Seminário Nordestino de Pecuária (Pecnordeste), que acontece no Centro de Eventos do Ceará.
O evento é coordenado pelo Sistema Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec) / Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará (Sebrae-CE). Estão sendo destacadas ações para garantia de água, não apenas nas cidades, mas para áreas rurais e amparo ao produtor rural no abastecimento de rações.
 
Dos R$ 70 milhões anunciados para o Ceará, cerca de R$ 22 milhões são para reforço da Operação Carro-Pipa, que vai atender agora às sedes municipais. Outros R$ 32 milhões são para a construção da Adutora de Quixeramobim e o restante para a construção de adutoras em Aquiraz, Independência e Ibicuitinga. O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, vai visitar o Ceará para liberar o recurso e já reforçou que a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) está de prontidão para apoiar Estados e municípios com ações emergenciais.

Ainda na abertura, o presidente da Faec, Flávio Saboya, defendeu a criação do Seguro Seca, em que o poder público reconheceria "a relevância dos nossos pequenos e médios negócios, cobrindo compromissos financeiros essenciais à sustentabilidade do desenvolvimento regional".
 
A Pecnordeste tem como tema central "Sertão Empreendedor, um novo tempo para o Semiárido". Para este ano vieram 70 caravanas, de todo o Interior do Ceará e Estados vizinhos, especialmente da região Nordeste.
 
A Feira tem como principal objetivo a busca constante pelo fortalecimento destas cadeias produtivas, tendo como missão maior disseminar conhecimentos importantes para os envolvidos no agronegócio e proporcionar uma melhor interação entre os setores envolvidos nestas áreas. "A seca nos tem ensinado que devemos desaprender e tornar a aprender a conviver com a seca", afirmou Flávio Saboya.
 
Durante a Pecnordeste, serão proferidas, no total, cerca de 80 palestras, 10 mesas redondas, oficinas de capacitação. Haverá ainda o IV encontro de secretários municipais de Agricultura do Ceará e uma reunião da Câmara Setorial do Mel, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
 
Ainda dentro do Seminário, acontece a IV Pecleite, exposição especializada de bovinos e caprinos leiteiros, que neste inova com uma competição de vaca leiteira. Também há oferta de cobertura de cavalos garanhões, da raça quarto de milha e leilões de animais.
 
O Estado do Rio Grande do Norte precisa promover sistematicamente esse tipo de evento.
 
 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Exportação brasileira de mel


Em 2014, as exportações brasileiras de mel de abelha atingiram 25 mil toneladas, o equivalente a US$ 98,5 milhões. O valor foi 82% superior ao que foi registrado em 2013. O aumento expressivo também se deu devido à elevação do preço médio exportado, que passou de US$ 3,34 kg em 2013 para US$ 3,89 kg em 2014. Em termos de volume, o acréscimo chegou a 56%. As exportações só não foram maiores por causa das estiagens que atingiram negativamente na produção de mel nos principais estados nordestinos.  
 
A maior parte do mel brasileiro vai para os Estados Unidos, que respondem por 75% de toda a exportação. Em seguida, aparecem Alemanha (7%), Canadá (5%) e Reino Unido (5%).
No Rio Grande do Norte a produção de mel de abelha em 2015 será bem menor que a do ano passado. Isso, devido as estiagens. Nos municípios de Apodi e Serra do Mel – principais produtores do estado, a perda da produção será superior a 60%.

Alimentos orgânicos IV

Para comercializar os alimentos orgânicos na feirinha, o agricultor sem certificação deverá apresentar um documento chamada Declaração  de Cadastro, que demonstra que ele está cadastrado junto ao Ministério da Agricultura e que faz parte de um grupo que se responsabiliza por ele. Neste caso, somente o produtor rural, alguém da sua família ou de seu grupo pode estar na barraca, vendendo os alimentos. Essa Declaração deve ser apresentada sempre que o consumidor e a fiscalização pedirem.
 
Já os alimentos vendidos em mercados, supermercados e lojas, devem estampar o selo federal SisOrg em seus rótulos, sejam produtos nacional ou estrangeiros. Se o produto for vendido a granel deve ser identificado corretamente, por meio de cartaz, etiqueta ou outro meio.
 
Os restaurantes, lanchonetes e hotéis que servem comidas orgânicas - pratos com ingredientes orgânicos devem manter à disposição dos consumidores as listas dos ingredientes orgânicos e dos fornecedores destes produtos. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Importação e exportação de castanha-de-caju

As sucessivas estiagens vêm prejudicando a produção de castanha-de-caju nos principais estados produtores da Região Nordeste: Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Esses estados são responsáveis por mais de 80% da produção do País.
A cadeia produtiva da cajucultura do Nordeste passa por sérias dificuldades por falta de matéria-prima – castanha-de-caju e caju (pedúnculo). Por causa das frustrações das safras as fábricas de processamento são obrigadas a reduzir o número de funcionários, e outras foram fechadas, gerando prejuízos para a toda a cadeia.
Por conta disso, as exportações de amêndoas de castanha-de-caju decrescem a cada ano. Em 2009 o Brasil exportou 47.760 toneladas de amêndoas. Em 2014 exportamos apenas 17.023 toneladas. Esse cenário indica que o setor precisar mudar o modelo atual de produção, avançando no cultivo por meio de irrigação.

 
 
AMÊNDOA DE CASTANHA-DE-CAJU       
   EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS
                        
ANO Quant.      Valor

          (t)       US$1000FOB            

1993: 31.170       119.896

1994: 23.079       109.200

1995: 31.977       147.236

1996: 36.222       167.508

1997: 36.349       156.917

1998: 31.882       142.575

1999: 24.101       142.124

2000: 33.588       165.059

2001 29.356       112.251

2002: 30.116       105.141

2003: 41.571       143.770

2004: 47.442       186.383

2005: 41.857       187.133

2006: 43.231       187.538

2007: 51.556       225.195

2008: 35.410       196.061

2009: 47.760       231.681

2010: 42.175       229.572

2011: 26.302       226.658

2012: 25.334       185.691

2013: 20.964       134.169

2014: 17.023       110.296

2015*   5.150       40.826
(*) janeiro a maio/2015
Fonte: SECEX                

 

CASTANHA DE CAJU IN NATURA         
  IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS         

                
 
 
 
 
 
 
ANO   Quant.          Valor

          (t)           US$1000FOB

                

1999     9.655         8.248

2000    6.445          4.933

2008    9.467          6.898

2009    4.472          3.040

2011  43.698         57.393

2012  59.450         58.023

2013  42.176         29.446

2014  11.767         10.165

2015*10.156           9.901
(*) janeiro a maio/2015
Fonte: SECEX